Postei um texto intitulado : De mulher para a mulher que é da Laura, uma amiga que também tem um blog e escreve sobre temas variados de uma forma critica e extrovertida .
As vezes um texto pode provocar vários sentimentos , e aquilo que mais nos incomoda e causa repulsa geralmente se refere a algo que não queremos ver ou mexer em nós mesmos, a nossa sombra. Se não fosse assim seria algo indiferente, não é mesmo?
Quando a questão diferenças de sexos penso o seguinte:
Generalizar é catalogar, fechar e enrijecer , perdendo desta maneira todas as nuances e riquezas possíveis.
Japonês é assim, Brasileiro é assado, mulher gosta disso, homem daquilo e assim vai... Conheço mulheres que são mais duronas que meia dúzia de homens juntos, e não necessariamente são sapatonas, e homens que são super sensíveis e carinhosos sem deixar de ser homem. Somos complexos e reduzir a estereótipos só faz perpetuar uma eterna disputa entre nós seres humanos e conosco mesmo.
O legal é transitar entre as infinitas possibilidades: as vezes ser durona, as vezes ser rebelde, outras vezes sensível, e assim não SER nada fixo mas ESTAR de um jeito ou de outro.
Alias, neste final de semana no grupo de estudos de psicanalise, falamos sobre o seguinte : O quanto é prejudicial para um individuo acreditar que é algo, pois assim sua identidade permanece colada a este algo em todos os lugares e situações. Sabe aquela pessoa que não tira o figurino e se cola a um personagem 24 horas por dia ?? Voces conhecem alguém assim ??
Pois é, o intuito aqui não é discutir psicanálise e sim pensar sobre estas questões :
O que é ser homem ? O que é ser mulher ? É fácil responder estas questões sem cair no risco de generalizar?
Eu sou uma mulher que em algumas horas ocupo o papel de mãe, em outra a de profissional, alguns momentos sou sensível em outros objetiva e assim vou... e o mundo vai, gira e eu giro
E você é ou está ???
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